Lição Adultos

Lição 5
23 a 30 de julho

 


Você é feliz, ó Israel!

Casa Publicadora Brasileira – Lição 532011


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Is 1–4

VERSO PARA MEMORIZAR: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito!” (Is 5:20, 21).
Leituras da semanaLv 910:1-11Dt 33:26-291Sm 115:22, 23Ap 20:9

 

Em culturas voltadas para a individualidade, é muito fácil esquecer aquilo que deve ser sempre o ponto de partida de toda a adoração: a ação de Deus na história. A adoração autêntica deve ser a resposta sincera do cristão aos atos poderosos de Deus, tanto na criação quanto na redenção (mais uma vez, o tema da mensagem do primeiro anjo). A verdadeira adoração emana de nossa resposta ao amor de Deus e deve afetar todas as áreas de nossa vida. No fim, a adoração genuína não é somente o que fazemos no sábado; ela deve permear todos os assuntos de nossa vida, não apenas na igreja.
Especialmente em nosso desejo de ser relevantes, é muito fácil mudar o foco da adoração, unicamente para nós mesmos, nossas necessidades, desejos e anseios. E embora a adoração deva ser pessoalmente satisfatória, o perigo surge na forma pela qual buscamos experimentar essa satisfação. Somente no Senhor, somente naquele que nos criou e redimiu, podemos encontrar verdadeira satisfação, tanto quanto possível neste mundo pecaminoso e caído.
Nesta semana, analisaremos um pouco mais a história de Israel, tanto as coisas boas que aconteceram quanto as ruins, tirando algumas lições sobre a verdadeira adoração.

 


 

Domingo

Ano Bíblico: Is 5–7

A consagração

 

Sete dias de consagração haviam passado (Lv 8). No oitavo dia, os sacerdotes começaram seu ministério sagrado no santuário. Eles estavam iniciando uma obra que continuaria (embora não sem interrupção) por mais de 1.400 anos, algo que prefigurava a obra de Cristo no santuário celestial, o verdadeiro tabernáculo onde Cristo ministra agora em nosso favor.

 

1. Como os rituais em Levítico nos ajudam a compreender a obra da expiação e as razões que temos para adorar a Deus?Lv 9

Os versos 22-24 são especialmente fascinantes. É difícil imaginar o que deve ter passado na mente e coração de Moisés e Arão, quando entraram no santuário e depois saíram, simplesmente para ver a manifestação da “glória do Senhor” diante do povo. Embora o texto não diga exatamente o que aconteceu, havia muita gente no acampamento, naquela ocasião, e o fato de que todos tenham visto isso significa que a cena deve ter sido algo espetacular. Talvez a glória tivesse sido manifestada pelo que aconteceu em seguida: “E eis que, saindo fogo de diante do Senhor, consumiu o holocausto e a gordura sobre o altar; o que vendo o povo, jubilou e prostrou-se sobre o rosto” (Lv 9:24).
O tabernáculo tinha sido dedicado, e os sacerdotes, consagrados ao serviço de adoração divina. O fogo santo apareceu como sinal de que o sacrifício havia sido aceito. O povo respondeu em uníssono com uma exclamação de louvor, e depois todos se prostraram sobre seus rostos em humildade, diante da glória da santa presença de Deus. Percebemos intensa reverência, temor e obediência; todos os detalhes dos mandamentos de Deus foram seguidos, e o Senhor mostrou Sua aceitação do que eles haviam feito.
Observe a reação dos israelitas: exclamaram e também se prostraram sobre seus rostos. Por mais intenso que fosse todo o ritual, sua reação foi de reverência, alegria e temor, tudo ao mesmo tempo. Como podemos aprender a manifestar em nossos cultos esse tipo de reverência e alegria?

 


 

Segunda

Ano Bíblico: Is 8–10

Fogo do Senhor

 

Auxiliado por seus filhos, Arão ofereceu os sacrifícios que Deus ordenara, e levantou as mãos e abençoou o povo. Tudo havia sido feito conforme Deus indicara, Ele aceitou o sacrifício e revelou Sua glória de maneira notável: fogo veio do Senhor e consumiu a oferta sobre o altar. O povo olhou para aquela maravilhosa manifestação de poder divino. Com espanto e intenso interesse, nela viram o sinal da glória e favor de Deus, e alçaram uma aclamação geral de louvor e adoração, caindo sobre seu rosto como se estivessem na presença imediata de Jeová (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 359). É difícil acreditar que, depois de algo tão dramático, uma queda terrível se seguiria imediatamente. Poderíamos pensar que, com tal demonstração do poder de Deus, todo o povo, particularmente os sacerdotes (especialmente sacerdotes tão grandemente honrados como aqueles), se manteriam estritamente fiéis. Quão tolos somos, sempre que subestimamos a corrupção do coração humano, especialmente o nosso coração!

 

2. Leia a história de Nadabe e Abiú em Levítico 10:1-11. Quem eram eles? Qual foi o pecado deles? (Compare com Êx 30:9,Lv 16:1210:9). Depois do que aconteceu no capítulo anterior, que significado é encontrado na forma pela qual eles morreram? Que importante lição do evangelho podemos aprender dessa história trágica?

A expressão hebraica nas passagens de Levítico 9:24 e 10:2 era igual: “Saindo fogo de diante do Senhor, consumiu… Consumiu o quê? No primeiro caso, a oferta; no outro, os pecadores. Que representação poderosa do plano da salvação! Na cruz, o “fogo de Deus,” na ira divina, “consumiu” a oferta, e essa era Jesus. Assim, todos que nEle depositam sua fé, nunca têm que enfrentar esse fogo, essa ira, porque um substituto os enfrentou por eles. Os que, no entanto, como aqueles sacerdotes, rejeitam o caminho de Deus em favor dos seus, terão que enfrentar esse fogo (Ap 20:9). A mesma glória revelada na cruz será a glória que, no fim, destruirá o pecado. Que escolha difícil e inequívoca está diante de nós!

 

Em certo sentido, pensando a esse respeito, fogo é fogo. Qual é a diferença? Obviamente, nesse caso, foi uma grande diferença. Pense não apenas na sua maneira de adorar, mas em sua vida em geral. Existem “fogos estranhos” que você precisa apagar em sua vida?

 


 

Terça

Ano Bíblico: Is 11–14

Você é feliz, ó Israel

 

Imagine a cena: Moisés, o servo fiel, repreendido pelo Senhor por sua explosão de ira, estava diante da nação de Israel (Nm 20:8-12).
Tempos depois, Moisés soube que estava prestes a morrer. Quão facilmente ele poderia ter se afundado na autopiedade e frustração! No entanto, mesmo nessa ocasião, os pensamentos dele estavam no futuro que seria enfrentado pelo povo. Diante do povo como seu líder, pela última vez, sob a inspiração do Espírito Santo, ele pronunciou uma bênção sobre cada tribo. Moisés então, concluiu com uma bênção.

 

3. Leia Deuteronômio 33:26-29. Como as palavras de Moisés podem nos ajudar a entender melhor o que significa adorar o Senhor? Que verdades e princípios podemos aplicar na medida em que procuramos conhecer o que é a verdadeira adoração?

A palavra Yeshurun é um termo poético para Israel (Dt 33:526). Vem de uma raiz (yashar) que significa “justo” ou “reto”, não apenas fisicamente mas também moralmente. Jó foi descrito (Jó 1:1) como “íntegro e reto” (do original yashar); veja também os Salmos 32:11,97:11 e Provérbios 15:8. Assim, Moisés estava falando a respeito de como deveria ser o povo de Deus, aqueles que haviam entrado em um relacionamento de aliança com Ele.
Como sempre, o foco principal está nos atos de Deus em favor do Seu povo. Todas as coisas que iriam acontecer a Israel – vitória sobre os inimigos, salvação, segurança e o fruto da terra – seriam deles por causa daquilo que o Senhor havia feito por eles. Era crucial que eles nunca se esquecessem dessas importantes verdades. Entre as muitas coisas que a adoração pode fazer por nós, está a lembrança constante do que “o Deus de Jesurum” tem feito por nós. Louvor, culto e adoração, seja saindo verbalmente de nossos lábios ou expressos nos pensamentos do coração e mente, são muito oportunos em nos ajudar a manter o foco em Deus e não em nós mesmos e nossos problemas.

 

Pense em todas as razões que você tem para louvar e adorar o Senhor. Por que é tão importante manter sempre diante de você todas essas bênçãos, tudo o que Ele tem feito em seu favor? Caso contrário, é fácil ficar desanimado?

 


 

Quarta

Ano Bíblico: Is 15–19

Uma atitude de entrega

 

Adoração, na Bíblia, é assunto sério. Não é uma questão de gosto pessoal, nem é uma questão de fazer as coisas preferidas ou seguir as próprias inclinações. Embora haja sempre o perigo de se envolver em tradições e rituais mortos, devemos ser cuidadosos para não permitir que a autoexaltação, a satisfação pecaminosa e o desejo de glória pessoal ditem nossa maneira de adorar. Os rituais não são fins em si mesmos, mas meios para um fim – e esse fim é a verdadeira adoração ao Senhor, de uma forma que muda nossa vida e nos coloca em conformidade com Sua vontade e caráter (Gl 4:19).
Vamos agora avançar algumas décadas na história de Israel e ler uma história simples que nos revela como a verdadeira adoração pode ser expressa no coração de uma pessoa arrependida.

 

4. Leia a história de Ana, em 1 Samuel 1. O que podemos tirar de sua experiência para compreender o significado da adoração e como devemos adorar o Senhor?

Por mais importante que seja lembrar que Deus deve ser o foco da nossa adoração, não adoramos a Deus no vazio. Não estamos adorando um ser distante, afastado e abstrato; estamos adorando o Deus nos que criou, redimiu e que interage nos assuntos humanos. Adoramos um Deus pessoal, que entra em nossa vida da maneira mais íntima, para nos ajudar em nossas necessidades mais profundas, se permitirmos que Ele atue.
Ana adorou o Senhor dos recessos mais profundos de seu ser. Em certo sentido, todos somos iguais a Ana. Temos necessidades importantes e profundas que, por nós mesmos, não podemos suprir. Ana chegou diante do Senhor em uma atitude de completa entrega (Afinal, que sacrifício maior poderíamos encontrar do que a disposição de entregar o próprio filho?). Podemos e devemos nos aproximar de Deus com nossas necessidades, mas devemos sempre submeter nossas necessidades ao chamado do Senhor em nossa vida. A verdadeira adoração deve brotar de um coração partido, totalmente consciente de sua própria impotência e dependência de Deus.

 

Quais são os lugares quebrados dentro de você? Como você pode aprender a entregá-los ao Senhor?

 


 

Quinta

Ano Bíblico: Is 20–23

Adoração e obediência

 

“Porém Samuel disse: Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a idolatria e culto a ídolos do lar. Visto que rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei”(1Sm 15:22, 23).

 

5. Que princípio fundamental podemos tirar do texto acima, a respeito do que constitui a verdadeira adoração? Que advertência encontramos nele? Como podemos ter certeza de que não somos culpados dessa atitude?

Esses versos estão no contexto da contínua decadência e apostasia de Saul, primeiro rei de Israel. Saul devia atacar e destruir totalmente (a palavra hebraica significa “consagrado à destruição”) cada pessoa e animal. Deus tinha planejado usar Israel para trazer juízo sobre os amalequitas, uma nação perversa. Em Sua misericórdia, Deus havia adiado a punição por cerca de três séculos. Apesar da instrução explícita sobre o que fazer, Saul desobedeceu abertamente (1Sm 15:1-21), e colheria as consequências de suas ações. A resposta de Samuel a Saul, nos versos 22 e 23, nos ajuda a entender melhor o que é a adoração verdadeira.
1. Deus prefere nosso coração às nossas ofertas (Se Ele realmente tem nosso coração, as ofertas serão o resultado).
2. A obediência é mais agradável a Ele do que os sacrifícios. (A obediência é a nossa maneira de mostrar que entendemos o verdadeiro sentido dos sacrifícios).
3. Ser obstinado, insistir em nosso próprio caminho, é idolatria, porque transformamos em deus a nós mesmos, nossos desejos e opiniões.

 

Permita que o Espírito Santo fale ao seu coração, enquanto pensa no seguinte: Em que áreas da minha vida estou seguindo meus próprios desejos e opiniões, em lugar de deixar que Deus me guie? Como posso aplicar à minha experiência de adoração o exemplo de Saul, em suas presunções fatais?

 


 

Sexta

Ano Bíblico: Is 24–26

Estudo adicional

 

Leia de Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 359-362: “O Pecado de Nadabe e Abiú” e p. 616-626: “A Presunção de Saul”.

 

Deus pronunciou maldição sobre aqueles que se afastam de Seus mandamentos e não fazem diferença entre as coisas comuns e as coisas santas” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 360).
“Sua fatal arrogância [de Saul] deve ser atribuída à feitiçaria satânica. Saul tinha manifestado grande zelo ao suprimir a idolatria e a feitiçaria; no entanto, em sua desobediência à ordem divina fora movido pelo mesmo espírito de oposição a Deus, e realmente inspirado por Satanás como são os que praticam a feitiçaria; e, ao ser reprovado, acrescentou teimosia à rebelião. Não poderia ter oferecido maior insulto ao Espírito de Deus, se abertamente se tivesse unido aos idólatras” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 635).

 

Perguntas para reflexão
1. Por que é importante manter Cristo no centro da adoração? Que outras coisas podem se insinuar de forma sutil e tirar nosso foco do Senhor? Estamos em perigo de usar o Senhor, ou o nome do Senhor, no louvor e no canto, apenas como um disfarce para a adoração de outra coisa?
2. De que maneiras podemos ser hipócritas na adoração? Isto é, se quando estamos fora da igreja agimos com apatia, mas dentro dela nos enchemos de louvor, adoração e dedicação, o que isso diz a nosso respeito? Embora nenhum de nós seja perfeito, nossa vida não deveria estar conectada com o tipo de adoração que praticamos? Infelizmente, algumas pessoas que vão “adorar” na igreja, voltam para casa e abusam do seu cônjuge e filhos, ou se envolvem em outros comportamentos perversos. Como tais práticas ridicularizam nossa adoração?
3. Releia o Verso Para Memorizar desta semana e o aplique no contexto da adoração. Como podemos ter certeza de que não estamos cometendo exatamente o erro destacado ali?
4. Como você pode aprender melhor a “arte” da adoração, a “arte” da entrega pessoal ao Senhor? Como você pode aprender a se aproximar do Senhor no seu momento de culto particular?

 

Respostas Sugestivas: 1: No encerramento da consagração, sacrifícios e ofertas foram oferecidos em favor de Arão e do povo. A glória de Deus trouxe alegria. 2: Sacerdotes, filhos de Arão; trouxeram fogo estranho perante o Senhor; após presenciar a glória de Deus, caíram em apostasia; é preciso começar bem e perseverar até o fim. 3: Adorar é reconhecer que não há outro semelhante a Deus, que nos concede felicidade. É lembrar-se do que Deus tem feito por nós. 4: Adorar é se entregar totalmente, ter consciência de nossa impotência e do poder de um Deus que atua pessoalmente em nossa vida. 5: Obediência à Palavra de Deus é mais importante do que cerimônias religiosas. Obstinação é idolatria, adoração do ego.


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